Cordoaria, no centro do Porto.

Depois de um loooooongo periodo off, eis que esse blog resurge das cinzas pra dar algumas dicas do que fazer no Porto!

Muita gente me pede dicas de quantos dias passar lá, quais os melhores lugares para se hospedar, enfim, coisas básicas que queremos saber quando planejamos uma viagem. Pra condensar tudo isso em um lugar só, resolvi publicar 2 emails que sempre enviamos aos amigos/conhecidos/desconhecidos que nos pedem essas dicas.

Na primeira parte, falo dos lugares que você não pode deixar de visitar. O Porto é uma cidade pequena e charmosa, onde a parte antiga se mistura com a nova, onde construções de design se misturam com prédios de séculos. Onde a cultura portuguesa está tão enraizada. Onde as pessoas são simpáticas e acolhedoras. Essa é a cidade que morei durante um ano e que guardo no coração. Por isso: aproveitem!

Primeira parte:

Onde se hospedar: Uma das dicas que sempre dou é o Hotel Tryp, que fica na Praça da Batalha, bem no centro. Outro que fica muito bem localizado, na zona de Aliados, é o Pão de Açucar. No entanto, o melhor que vc pode fazer é acessar esse link no site Viaje na Viagem, onde o querido Ricardo Freire e sua equipe compilaram  todas as dicas de hospedagem lá. Assim vc pode ver qual a melhor opção custo/benefício, adequada à sua viagem.

O ideal é que vc fique hospedado nessa zona no centro, da Praça da Batalha (metro estação Bolhão) ou na zona de Aliados (estação Aliados ou Trindade), que é o centrão! Lá vc faz praticamente tudo a pé e, se precisar, tem 3 estações de metrô pelas imediações que provavelmene usará quando for pra parte nova da cidade. Estando em Aliados, vc pode tirar um dia pra passear por ali, ir na Ribeira, queé onde tem uma das vistas mais lindas da cidade. Do outro lado da Ponte Dom Luis está Vla Nova de Gaia, onde ficam as caves de vinho do Porto. Tem váaaarias, mas só conheci a Croft, que é uma das que vc não paga pra entrar. Mas se vc curtir esse passeio pode aproveitar e entrar  em 2, 3…

Ribeira, um dos cartões postais do Porto.

Bom, o gostoso da Ribeira é vc entrar num dos restaurantes de lá e comer uma boa comida portuguesa, com um bom vinho, e ver o pôr do sol lá mesmo, tomando um vinhozinho do Porto.

Final de tarde, pôr-do-sol e vinho do Porto: programação perfeita.

Em outro dia, pode ir pro Palácio de Cristal. Você vai pegar um metrô pra estação CASA DA MÚSICA e vai visitar o espaço que é lindo, super moderno e considerado um dos melhores espaços de shows da Europa. De lá, podes ir andando ou de ônibus pro Palácio de Cristal, um lugar que tem um jardim lindo.

Palácio de Cristal

Lá tem umas exposições na biblioteca às vezes, mas o espaço em si já é lindo e vais ter uma vista do Porto incrível. Se der tempo, no mesmo dia vc vai pra Fundaçao Serralves (só chega de ônibus) que é um museu de arte moderna e que tem um jardim maravilhoso! Melhor época: outono fica tudo amarelinho.

O Douro visto do alto do Palácio de Cristal. Uma das minhas vistas preferidas.

Outra dica de museu no Porto é o Soares dos Reis (que fica proximo ao Palácio de Cristal, com exposições de artistas portugueses, além de várias esculturas históricas. E aproveita o dia pra passear pelas redondezas de Aliados. Pode as ladeiras, entrar nas ruelas, ver as construções antigas. Vai à Praça da Batalha e na Via Santa Catarina, onde tem o famoso Café Majestick (caríssimo, mas é suuuuper antigo e vale ir pelo menos tirar as fotos. Lembra bastante a Colombo do Rio de Janeiro).

À noite, ali mesmo na região de Aliados, tem a Galeria de Paris, uma rua com vários barzinhos bonitinhos e onde tem um de mesmo nome, onde rola um jantar até 23h, se não me engano, depois vira barzinho. E milhares de outros barzinhos por ali.

A minha região preferida é a da Rua Galeria de Paris onde tem um bar/restaurante com o mesmo nome, com decoração charmosa e comida gostosa. Depois da hora do jantar, vira um bar com música. Outra dica é a região do Piolho, famoso na região por ser o local dos universitários, já que fica ao lado da Reitoria da Universidade do Porto. Na época do verão, as mesinhas do lado de fora são famosas e o lugar fica cheio. Na verdade, os dois ficam na mesma região, são vizinhos quase. O bom é ficar circulando por essa zona, até Cedofeita.

Outras dicas:

- Casa de Ló, muito legal. É um espaço excelente pra tomar vinho e escutar música boa. É na região de Cedofeita, uma das minhas preferidas do Porto.

- Candelabro, um bar muito legal, muita gente interessante. Boa música e bom pra tomar vinho (a taça de um bom vinho é de 1,50 euros a 3). É pertinho do Casa de Ló, se for em um, vá em outro também.

Antes de viajar, visite o site O Porto Cool.  É um site-guia bem atual, com bares, restaurantes, lojas, etc.

Tem mais alguma dúvida? Deixe aqui na caixa de comentários!

E se tiver curiosidade de ver mais fotos do Porto, sempre tem aqui!

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, CarmemMarcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Aproveitei a oportunidade, e resolvi VOLTAR com o blog! Olha que legal! Espero que eu consiga voltar com as postagens também e finalmente terminar meu diário de viagem (shame on me). Bom, então vamos lá:

Minha segunda casa: Porto (Portugal)

Morando 1 ano em Portugal, pude vivenciar um ano de passagens a preços MUITO bacanas! Principalmente no Porto, de onde saem várias companhias aéreas de baixo custo, como Ryan air e Easy Jet. Sendo assim, além da big trip (que é a do Diário de Viagem que eu jamais terminei) que fiz no final da moradia em Portugal, fiz algumas viagens durante os finais de semana para alguns lugares bacanas. Morando em Portugal consegui viajar bastante de trem e ônibus, principalmente por ser um país pequeno, dá pra chegar rapidinho nos destinos. Vou focar nesse 1 ano fora, tá?

* Alguns lugares você pode ver o post aqui no blog. Outros eu juro que vou tentar escrever um dia. E fotos, você sempre pode ver aqui!

Cidades que voltaria SEMPRE:

Sacre-coeur, um dos meus lugares favoritos em Paris.

- Berlim (Alemanha) – uma das minhas preferidas. Passei pouquinho tempo, mas me conquistou demais. Morri de vontade de ficar 1 mês por lá (NO VERÃO).

- Amsterdã (Holanda) – mesma observação acima. Ficaria 1 mês lá, sem dúvida.

- Paris – Duas visitas e não conheço NEM METADE. Dispensa comentários

- Roma (Itália) – Voltaria SÓ PRA COMER. #estoubrincando.

- Florença (Itália) – Que lugar lindo e recheado de história. Passei 1 semanita lá e não deu pra acabar com a vontade de ir mais vezes!

- Lisboa (Portugal) – É encantadora. Vale ir SEMPRE pra comer um bom pastel de belém na Confeitaria Antiga, e pra ver a cidade do alto do Castelo de São Jorge.

- Porto (Portugal) – Porque é linda e pq é minha segunda casa e minha cidade do coração. E porque ver o pôr-do-sol no Cais da Ribeira, com uma tacinha de vinho do Porto, é uma das melhores coisas pra se fazer na vida.

- Barcelona (Espanha) – já fui 3x e voltaria uma quarta, uma quinta…

- Madrid (Espanha) – amo Madrid. É onde você sente a Espanha de verdade.

- Toledo (Espanha) – é minúscula. Mas é medieval, e eu acho lindo cidade medieval. Então as próximas duas vão no mesmo barco e voltaria sempre, principalmente pra fotografar.

- Volterra (Itália) – Ponto mais alto da Toscana.

- Siena (Itália) – Mesma coisa de Toledo e Volterra. Ainda quero ver o Palio de Siena!

- Tenerife (Ilhas Canárias – Espanha) – Um lugar que me surpreendeu. É lindo! De um lado, o El Teide. De outro, praia. Morro de vontade de voltar e conhecer outras ilhas.

✿Lugares “viu-tá-visto”:

Vigo, na Galícia: vale uma visita. E só!

- Vigo (Espanha) – fica na Galícia, norte da Espanha. Passamos um reveillon por lá. É uma cidade bonita, mas sem muitos atrativos. Uma ida de 1 dia já resolve;

- Fátima (Portugal) – Não sou religiosa, então a visita, pra mim, foi mais pelo contexto histórico e pelas imagens do que pela cidade em si. (Tem post sobre Fátima aqui no blog!)

- Coimbra (Portugal) – Também é uma gracinha, vale a visita.

- Aveiro (Portugal) – É a Veneza portuguesa. Vale ir uma vez conhecer.

- Guimarães (Portugal) – É linda também, mesma coisa das últimas de cima.

- Viareggio (Itália) – Fiquei um pouco decepcionada. Fui no pico do verão, morrendo de calor, desesperada por um banho de mar, e a praia era TODA privada. Um tantinho só, minúsculo, perto das pedras, era liberada pra quem não queria pagar 15 euros por uma cadeira. Ou seja…

- Pisa (Itália) – Gente, só tem a torre. Vale a visita, porque é um CHOQUE ver aquele prédio quase caindo, mas é só isso. Fui quando estava voltando de Florença. Como o aeroporto era lá, cheguei um pouco mais cedo, vi a torre e fui pro aeroporto.

- Toulouse (França) – É linda. Cidade universitária. Fiquei 1 semana e andei muito de bicicleta, no verão. Delícia. Mas uma visita já vale. Da próxima vez vou visitar outra cidade.

Nem sei se lembrei de tudo, gente. Mas acho que dá pra ter uma idéia, né?

E vamos ter FÉ que eu vou voltar com o blog. rs!

Adorei ter participado. Vejam abaixo a lista dos blogs que também estão participando da Blogagem Coletiva!

Abrinco o Bico (a lista da Carina Ditrich)

Abrindo o Bico (a lista da Lena Máximo)

Abrindo o Bico (a lista da Marcie Pellicano)

Aprendiz de Viajante (a lista da Claudia Beatriz)

Básico e Necessário (a lista da Helô Righetto)

Big Trip (a lista da Paula Bicudo)

Boa Viagem.org (a lista do Luiz Jr.)

Cadernos da Tia Helô (a lista da Kaká)

Colagem (a lista da Luciana Misura)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista do Fred Marvila)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista da Natalie Marvila)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista da Sylvia Lemos)

De volta outra vez (a lista do Alex Melo)

De uns tempos pra cá (a lista da Carmem Silvia)

Dicas e roteiros de viagens (a lista da Carolmay)

Donde ando por aí (a lista da Clarissa Donda)

Dri Everywhere (a lista da Adriana Miller)

Filigrana (a lista da Majô Soares)

Flashes por Si (a lista da Simone)

Guardando memórias (a lista da Celinha)

Inquietos (a lista da Priscila e do Vinicius)

J.R. Viajando (a lista do Júnior)

Mala de Rodinha e Nécessaire (a lista da Celina)

MauOscar (a lista do Oscar Risch)

Mikix (a lista da Mirella Mathiessen)

Olhando o Mundo (a lista da Denise Mustafa)

O que eu fiz nas férias (a lista do Gabe Britto)

Pelo mundo (a lista da Mari Campos)

Psiulândia (a lista da Ana Maria)

Rosmarino e outros temperos (a lista da Lu Bettenson)

Sambalelê (a lista da Sambalelê)

Turomaquia (a lista da Carlinha Z.)

Turomaquia (a lista da Patricia de Camargo)

Uma Malla pelo Mundo (a lista da Lucia Malla)

Viagem pelo Mundo (a lista da Deise de Oliveira)

Viaggiando (a lista da Camila Navarro)

Viajar e Pensar (a lista do Gustavo Belli)

O impetuoso Coliseu

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Sim, eu sei, eu demorei séculos pra atualizar o blog. Tantas coisas aconteceram, que acabei deixando o meu Diário de Viagem um pouquinho de lado. Mas sempre respondendo os comentários e prestando atenção no que vocês querem dizer pra mim.

Bom, mas vamos continuar, né? Na sequência dessa super viagem à Toscana (que depois tem mais, porque depois fomos à Volterra), a próxima parada foi Roma. A viagem já começa engraçada. Pegamos um trem InterCidades (28 euros, 2º classe) com ar condicionado quebrado. Foi. Juro. Era verão, só relembrando à vcs, Itália pegando fogo, literalmente, e o ar quebrado. E as janelas não abriam. Ainda trocamos de vagão, já que o problema podia ser só em 1, mas não, era geral. E o trem, obviamente, saiu um pouco atrasado. Resultado: todo mundo estático, durante 3h de viagem, pra não suar e não passar mal (muito mal, eu quero dizer). Enfim, uma vista linda e 3h e meia depois, estávamos na Stazione Termini, em Roma.

O clima estava quente, mas menos abafado que em Florença. Depois de uma curta caminhada, chegamos ao nosso hotel, o B&B Contemporaneo Rooms, localizado em frente à igreja Santa Maria Maggiore. Fica em um prédio bem antigo, em um andar inteiro, como se fosse um apartamento gigante. Para nossa surpresa, quem nos atendeu foi uma criança, que abriu a porta e nos apontou o quarto (até então, ainda não tínhamos aprendido italiano o suficiente.. rsrs). O quarto super novinho, grande e aconchegante. O banheiro novo com um chuveiro maravilhoso. O único defeito do hotel era não ter ar (ele de novo). Só tinha ventilador e uma janela enorme, que o deixava ventilado. Porém, como nem tudo é perfeito, à noite fazia um super barulho vindo da rua. Resultado: tinhamos que escolher entre ficar sem vento ou ficar com barulho. Com um café da manhã maravilhoso, acredito que, fora do verão, o hotel seja perfeito, já que a diária custou 60 euros. Uma bagatela em Roma. E pra completar: a dona é uma brasileira, super simpática, chamada Marta. E tem wi-fi grátis! Tá bom pra vocês?

Certo, vamos resumir o que aconteceu em 4 dias em Roma. O hotel, apesar de próximo do Termini, ficava a uma boa caminhada do Coliseu. Então, ótima localização. O Termini é bacana pois de lá saem trem, metrô e todas as linhas de ônibus. Antes de ir, algumas pessoas me avisaram que lá não era legal pela falta de opção à noite. Mas a Marta nos salvou a vida. Paralela à Via Cavour, uma das principais de Roma, tem a Via Urbana, com vários restaurantes charmosos, com todos os preços e gostos, e dá pra fazer tudo andando. No final, foi uma ótima localização custo/benefício.

Arco de Constantino

Bom, logo que chegamos, fomos correndo ver o Coliseu, nosso grande sonho. Ao chegar perto daquela construção antiga e enorme ficamos maravilhados. Já no outro dia fomos visitá-lo. O ingresso do Coliseu, que também dá direito ao Monte Palatino e Fórum Romano (12 euros) pode ser comprado enfrentando apenas uma fila. Resolvemos enfretar a do Coliseu, pois era o primeiro lugar que queríamos visitar. Para esse dia foi preciso estar preparado, com roupas e sapatos confortáveis pois anda-se muito. É uma estrutura realmente enorme, com muita coisa a se ver. O bacana de estar em um lugar antigo como esse é poder imaginá-lo lotado, com todo o barulho da época. A prisão dos bichos abaixo. É tudo magnífico. Aquela construção de pedra, com muita história e tanta coisa pra contar.

Imaginem os bichanos lá embaixo. Furiosos! Ui!

Logo depois do Coliseu, fomos aos outros 2 monumentos e é como estar em outra época. O Forum Romano é um lugar enorme, a céu aberto, com várias esculturas destruídas, colunas ainda em pé depois de séculos e algumas pequenas casas-muse, com objetos menores encontrados durante as escavações.

Parte do Fórum Romano visto do Coliseu.

Terminamos o passeio em frente à Piazza Venezia e ao Monumento à Vittorio Emanuelle. Tudo um espetáculo.

Monumento à Vittorio Emanuelle. Um sonho!

Depois, seguimos pela Via del Corso e caminhamos em direção à Fontana di Trevi que, pra variar, estava lotada! Mas conseguimos jogar as moedinhas, tirar umas fotos e rezar pra voltarmos à essa cidade iluminada.

Fontana di Trevi e seus milhares de souvenirs

Seguimos em direção ao Panthéon (tudo isso à pé) e, na sequência, à Piazza Navona, onde fica a embaixada brasileira.

O Panthéon visto de fora.

O Panthéon visto de dentro

Tiramos o terceiro dia romanesco para um passeio pelo Vaticano. Fácil chegar: pegamos o ônibus 64, no Termini. Enfrentamos mais fila para entrar na Basílica de São Pedro. Majestosa! Acho que a maior de todas as basílicas e igrejas que já visitamos. Lá está a Pietá de Michelangelo.  Pra completar o dia, um jantar maravilhoso em Trastevere, um lugar lindo, com vários restaurantes charmosos, lojinhas… enfim, puro charme!

No último dia em Roma, fomos conhecer a Piazza di Spagna e sua famosa escadaria.

Olhaí a escadaria da Piazza Spagna!

Olhaí a escadaria da Piazza Spagna!

De lá, caminhamos um bocado, e chegamos à Piazza del Popolo, onde descobrimos que haveria um show do Moby, à noite, em homenagem aos 40 anos da ida do homem à lua. Claro que não perdemos essa oportunidade de ver um show gratuito do Moby, nesse lugar mágico, e voltamos à noite. A decoração era uma super lua cheia, belíssima, e um show fantástico.

Piazza di Popolo, antes do show do Moby.

A Itália nos surpreendia a cada dia. Construções antigas, pessoas simpáticas (sim, porque por mais que digam que os italianos são grossos, por sorte ou acaso, nos deparamos com pessoas bacanas no nosso caminho, que nos deram, muitas vezes, o caminho das pedras). Uma comida fabulosa e, pra finalizar nossa estadia em Roma, um show iluminado por uma linda lua cheia. Tá bom pra vocês?

Bossa nova na Piazza Navona. Coisas que só a Itália tem.

No próximo post: nossa volta à Toscana e a visita à linda Volterra. Aguardem! Prometo não demorar tanto pra escrever…

Curiosidades:
– No dia do Vaticano, não vá com os ombros do lado de fora e pernas totalmente do lado de fora. Para entrar na Basília de São Pedro é preciso que vc esteja com os ombros cobertos e com saia ou bermuda no joelho. Se tiver muito quente, como no dia que fui, leve um lenço ou um casaquinho e vista na hora de entrar na Igreja.

- O Musei Vaticano (onde está a Capela Sistina) é fechado aos domingos. O único domingo que abre é o último do mês e a entrada é gratuita.

- Grande parte de Roma dá pra fazer a pé. Com um bom mapa da cidade, você consegue achar tudo, já que é muito bem sinalizada. Recomendo fazer a ida a pé e a volta pegar um ônibus ou metrô. Só não dá pra fazer isso no dia do Vaticano e da Trastevere. Isso, claro, se ficar hospedado pelas bandas do Termini que, como já disse ontem, é muito bem servido de transportes públicos. #Fica-a-dica

- O bacana de caminhar a pé pela cidade é deparar-se com as lojas chiquérrimas dos grandes estilistas italianos. Basta passar em frente, olhar as vitrines e deliciar-se

Sempre tem mais fotos aqui.

Siena em várias línguas

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Bom, com 7 dias em Florença, tínhamos tempo de sobra pra aproveitar os arredores da Toscana. Mas também não queríamos ir pra muito longe, passar longo tempo dentro dos vagões de trem, indo e vindo. Pensamos em mil lugares, entre eles as cinco cidades de Cinque Terre . Mas demorava. E o calor tava grande demais pra demorar muito tempo em viagens (já disse que o calor é imenso naquelas bandas no verão?). Enfim, resolvemos ir no primeiro dia de bate-volta à Siena. Compramos os tickets na própria estação de Florença e, em 1h30min, estávamos lá.

Chegando em Siena, pegamos o ônibus que sai em frente à estação, num shopping Center, que nos leva até o centro da cidade. Abre parênteses: uma dica interessante: nos pontos de ônibus, normalmente, tem as maquininhas que vendem as passagens. Caso não tenha, pode-se comprar em tabacarias próximas. Em alguns lugares que visitamos na Itália, não dava como comprar a passagem dentro do ônibus ou, se tivesse, saia uns 50 cêntimos mais caro que se comprasse antes de entrar. Fecha parênteses.

A Monalisa no chão de Siena

O ônibus te deixa na beirinha do centro, já na Via Banchi di Sopra, a principal via de Siena. A cidade estava lotada de turistas do mundo inteiro, de lojas e, o principal (que não pode ser deixado pra trás): gelaterias! Delícia nesse calorzão que fazia na cidade.

As ruelas de Siena

Com uma pequena caminhada pela cidade medieval, avistamos a famosa Piazza Del Campo, bastante conhecida na história da cidade pois é o local onde acontece a festa Palio de Siena, conhecida e tradicional na cidade (aquela que, agora, deve estar mais famosa do que nunca por causa do BBB – humpf). O sol de rachar faze com que a luz fique mais forte e o céu mais azul, trazendo uma paisagem magnífica.

Chegando na Piazza Del Campo

Caminhando pela cidade, outros pontos que merecem ser visitados são o antigo hospital Santa Maria della Scala e o Duomo que, mesmo não tão grande como o de Florença, também é muito bonito.

O antigo Hospital Santa Maria della Scala

Pra comer, recomendo uma especiaria da toscana: carne de javali, com uma deliciosa salada de tomates (os tomates da Toscana são os melhores do mundo!). Comemos em um restô chamado Il Palio, que fica na própria Piazza Del Campo. Recomendo!

Almoçando na Piazza Del Campo

Bom, mas voltando aos bate-voltas: como a vontade de ir tomar um banho de mar era grande por demais, escolhemos a praia de Viareggio para conhecer. O trem que pegamos pra ir era tão antigo que não tinha ar-condicionado! Foi uma aventura. Ao chegar na cidade, avistamos a praia ao fim de uma longa avenida. Saímos caminhando, já loucos por um banho de mar. Chegando lá, descobrimos que a praia era TODA privada. Pela “barganha” de 15 euros, era possível alugar uma cadeira e um guarda-sol. Não podíamos nem ficar deitados na areia. Só um quadradinho, no cantinho da praia, era de graça. Valeu a pena só pelo banho de mar, pela vista e pelo bronze. Mas se você não quiser gastar seus preciosos euros alugando cadeira de praia, não perca seu tempo: corra pra outra praia italiana, que o mar vai ser exatamente igual!

O quadradinho no cantinho da praia de Viareggio

E mais:

- A viagem entre Florença e Siena é linda! As plantações de girassol tomam conta da paisagem, que parece de filme!

- Compramos todas as passagens, de ida e volta, nas próprias estações de trem. Eu checava os horários pelo site da Trenitalia e já programava a hora de ir e voltar. As maquininhas são facílimas, com menu em português.

- Você deve ter pensado: “Não acredito que eles não foram à Pisa”! Muita calma nessa hora… ainda tivemos mais 1 semana na Itália, com direito a Roma e mais Toscana, com uns dias em Volterra, uma linda cidade murada. Pisa ficou pro dia da volta, já que pegamos o avião de lá. Cenas dos próximos capítulos…

Em 2008, eu parti pra uma nova aventura na minha vida. Decidi desbravar o mundo e fui morar na cidade do Porto, em Portugal (por isso o post inicial foi sobre essa cidade que eu amo), com meu namorido @claudiosena. Fomos fazer o mestrado e, aproveitar que já tínhamos atravessado o oceano mesmo, pra conhecer outras cidades e realizar sonhos antigos.

Nesse período, que durou 1 ano no total, conhecemos lugares incríveis! Fora as cidades portuguesas de Braga, Aveiro, Guimarães, Serra da Estrela, Coimbra e Lisboa, aproveitamos as companhias low cost (santas low cost) e partimos para outros países. Visitamos pela 2º vez as cidades de Madrid e Barcelona (lugares que conhecemos na mesma leva da época de Tenerife e que nos fez apaixonados pela Europa), conhecemos Paris em fevereiro, e fizemos uma linda viagem de final de moradia fora. No período de 10 de julho a 13 de agosto visitamos um total de 11 cidades. Claro que em algumas demos só o ar da graça e vimos pouca coisa (o que nos dá motivos de voltar com mais carinho e mais tempo numa próxima viagem). Outras pudemos desfrutar de mais tempo, estar com amigos que moram no local e que puderam nos mostrar as maravilhas de cada cantinho, fora do circuito turístico.

Viajamos de tudo quanto foi jeito: de avião, de trem e de ônibus. Por ter sido uma viagem beeeeem planejada (eu que fiz cada roteiro, diga-se de passagem) não passamos por nenhum “perrengue”. Deu tudo certo e foi incrível!

As cidades foram Florença, Siena, Viareggio, Volterra, Pisa (Toscana), Roma (completando a passagem pela Itália), Berlim, Amsterdã, as francesas Paris, e Toulouse, fechando com chave de ouro por Barcelona (3º visita e um olhar completamente diferente da cidade).

Vou começar a escrever agora um Diário de Viagem, confidenciando e compartilhando com vocês os hotéis que ficamos, os transportes, os pontos turísticos que conseguimos passar e, melhor ainda, nossa experiência de “quase” mochileiros, em pleno verão europeu.

Abaixo, o primeiro capítulo do diário: Florença.

Detalhe do Duomo de Florença: magnífico.

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Foi nosso primeiro destino. Depois de muitas pesquisas sobre como iríamos aproveitar esses últimos dias de Europa, resolvemos passar 1 semana inteira em Florença, conhecer bem a cidade e aproveitar pra fazer os básicos bate-voltas por alguns lugares da Toscana.

Pegamos o vôo da Ryanair, saindo do Porto e indo direto à Pisa. Mas não deu pra ver nada na cidade. Primeiro que já era tarde e segundo que preferimos deixar pra quando fossemos embora, já que seria via Pisa também. Não compramos as passagens de trem no site da Trenitalia, mas comprar na hora foi super tranqüilo. De Pisa a Florença tem uma imensidão de horários e o trem sai direto do aeroporto, o que facilita muito a nossa vida. Prestamos atenção nas outras pessoas validando os bilhetes e fizemos a mesma coisa. Tudo certo. Basta só colocar o bilhete dentro das maquinetas e pronto. Tivemos que fazer baldiação na estação de Pisa Central.

A paisagem da viagem de trem é um espetáculo. Já dá pra sentir o gostinho de estar na Toscana. As plantações de girassóis emolduram a janela do trem.

Já em Florença, nos deparamos com a estação Santa Maria Novella super lotada! Fomos andando até o hotel, que ficava a uns 15 minutos de lá. Reservamos, com bastante antecedência, um quarto na guest house Locanda Gallo. O quarto é simples,  vem com uma mini cozinha, o que é uma mão na roda pra quem vai ficar mais tempo na cidade. Com TV, ar condicionado (fomos no verão. Esse item era mais do que essencial) e internet wi-fi grátis! Ficamos no quarto Dante. O hotel fica no centro da cidade! Os donos são 2 irmãos super simpáticos. Atendimento super bacana. Valeu a pena.

Florença é o tipo de cidade gostosinha pra se fazer tudo a pé. O verão é bem ferrenho, mas nada que nos impeça de caminhar bastante e se impressionar com cada esquina! A cidade de Leonardo Da Vinci, Galileu Galilei e tantos outros artistas renascentistas é tão acolhedora e tão bem preservada que nos faz voltar ao passado.

Saindo do hotel, já no primeiro dia de manhã, em poucos passos já estávamos na rua da Galleria dell’Academia (preço da entrada: 6,50 euros, de acordo com o site. No verão, eu paguei 10 euros). Poucas passadelas depois, a imensidão do Duomo toma conta da nossa visão, deixando-nos perplexos. Juro que meus olhos encheram-se de água, diante de tanta beleza. Quando percebi, vi que a cidade estava lotadérrima, com pessoas de todas as idades, nacionalidades, raças.. vários grupos de turismo, todos embasbacados com tanta beleza.

O majestoso Duomo

Andando mais um pouco, chegamos à conhecida “sala de estar” de Florença, a Piazza della Signoria, com diversas esculturas ao ar livre. Algumas réplicas, como o David e Michelangelo, e outras verdadeiras, tornam a praça em um museu ao ar livre. Um belo pretexto para sentar, tomar um sorvete, e ver o tempo passar observando tudo ao redor e encher o corpo e a alma de cultura.

Piazza della Signoria

Logo do lado, a Galleria degli Uffizzi (preço: mesma coisa da Accademia), com uma fila gigantesca. É possível fazer a compra do ingresso pelo site (pagando uma taxa extra por isso) ou enfrentar a fila e comprar os ingressos para o Uffizzi e a Accademia juntos. Como não havíamos comprado os tickets pela net, no dia que fomos ao museu tivemos que enfrentar uma filinha básica. Mas nada que tirasse o nosso ânimo de entrar no Uffizzi e ver quadros super antigos, como o Nascimento de Vênus, de Botticelli, e outras obras sensacionais de Rafael, Michelangelo, Da Vinci, Caravaggio… todos os renascentistas reunidos em um mesmo lugar.

Fila básica no Uffizzi

Continuando a caminhada, chegamos até Ponte Vecchio, com suas milhares de lojinhas de ouro e lembrancinhas do Pinnochio.

A linda vista da Ponte Vecchio

Logo mais a frente, nos deparamos com o imenso Palazzo Pitti, uma brilhante obra arquitetônica. Lembrando que tudo isso A PÉ!

Palazzo Pitti

Na volta, sempre passávamos pela Piazza San Marco, iluminada com um lindo carrossel, próxima a casa de Galileu Galilei.

Quão não foi minha felicidade quando soube que havia exposição de um dos meus fotógrafos favoritos, Robert Mapplethorpe, na Galleria della Accademia. Não pudemos deixar de fazer essa visita e ver o verdadeiro David, de Michelangelo, e lindas fotografias de Mapplethorpe, sendo comparadas com esculturas e suas relações de corpo, simetria e músculos que o norte-americano tanto gostava de trabalhar. Felicidade em dobro!

Em Florença, como ficamos 1 semana, fazíamos comidinhas gostosas no nosso hotel. Foi ótimo porque assim pudemos conhecer os supermercados e mercearias da cidade, comprar uma pasta gostosinha, os melhores pomodoros (tomates) do mundo, vinhos deliciosos… é uma cidade que vamos guardar com carinho, com as melhores lembranças e que pretendemos voltar muito em breve!

Os tomates mais gostosos do mundo!

Nos próximos posts eu conto pra vocês sobre nossas viagens curtas (bate-volta) feitas à partir de Florença.

Curiosidades:

- O pôr-do-sol na Ponte Vecchia é uma imagem dos deuses. Também era normal ver casais de noivos, fotografando na paisagem da ponte.

- Existem várias feiras na cidade. A Toscana é um dos melhores lugares pra se comprar artigos de couro. Mas, se você está com pouco dinheiro (como eu) dê só uma olhadela na feira do Porcellino. Vá lá e passe a mão no fucinho do javali, que dizem dar sorte. Pra comprar, caminhe rumo ao Mercato de San Lorenzo. Bolsas e carteiras a míseros 15 euros! É a própria perdição. Fica a dica.

- As pizzas vendidas em pequenas lanchonetes por toda a cidade são baratinhas e você compra no peso. São uma delícia!!! Serve pra fazer um lanchinho entre um passeio e outro. Além dos sorvetes… ahhhh os sorvetes…

Ivan Lins no Festival, em 2008

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Há 11 anos as ruas da singela e gostosa cidade de Guaramiranga, que fica a 104km de Fortaleza, se enchem de uma musicalidade diferente. A idéia, que de início parecia inusitada, acabou por transformar-se parte do roteiro de carnaval do Ceará, um estado que, até então, só era conhecido como a terra do forró e das praias bonitas. Isso tudo é fruto de um pessoal que resolveu apostar na idéia e obteve sucesso com o Festival de Jazz & Blues.

Nomes de prestígio como João Donato, Leni Andrade, Danilo Caymmi, o francês Jean Jacques Milteau, Ivan Lins, Scott Henderson, Badi Assad, entre tantos outros, já passaram pelos palcos do Teatro Rachel de Queiroz, na pequena cidade serrana de Guaramiranga, localizada na Serra de Baturité, interior do Ceará. O clima, bem diferente do calorzão que sentimos no restante do estado, é propício para um vinhozinho, e uma boa música, o que faz lotar a cidade, ano após ano.

Danilo Caymmi, cantando músicas lindas do pai, Dorival Caymmi

Esse ano a programação já inclui Magic Sin, Túlio Mourão e Nonato Luiz, Robertinho Silva, UAKTI, Paula Tesser e Chico Pinheiro, entre outros. Durante a tarde também é possível ver ensaios abertos ao público, além de um palco com programação gratuita.

Irmãos Aniceto no palco aberto ao público.

A cidade é super charmosa. Vários restaurantes, pousadinhas legais, pessoas de todas as idades reunidas com o propósito de curtir música boa. Vale muito a pena dar uma conferida. Além de que a Serra de Baturité é um recanto natural. Pra quem curte fazer trilha, tomar um banho de cachoeira, caminhar pela natureza, é o lugar perfeito.

Quem pretende vir ao Festival deve se planejar com tempo. As pousadas costumam ficar lotadas bem antes do carnaval. É fácil encontrar casas de aluguel em Guaramiranga ou nas cidades vizinhas, mas também é preciso planejamento.

Esse ano o Festival Jazz & Blues acontece de 13 a 16 de fevereiro em Guaramiranga. Depois, o festival desce a serra e acontece em Fortaleza de 18 a 20 de fevereiro. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site.

Informações sobre hotéis, pousadas e passeios, podem ser conferidos aqui e aqui.

Quer mais detalhes sobre esse carnaval diferente? A caixa de comentários tá aí pra isso! Pergunta que eu respondo! Bom carnaval!!

Todas as fotos são de minha autoria, enquanto repórter-fotográfica do jornal Diário do Nordeste.

Puerto de la cruz, em Tenerife Norte

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Você já viu um lugar que é ilha e tem vulcão e praia, ao mesmo tempo? Que pertence aos espanhóis, mas a língua mais falada é o alemão? Que é pra onde os européus fogem no inverno rigoroso porque lá o clima é ameno, faz sol de dia e um friozinho leve à noite? Não? Pois tá na hora de conhecer. Vos apresento: Tenerife, uma das 7 ilhas que compõem as Ilhas Canárias.

Fui à Tenerife em janeiro de 2007. Não foi um destino escolhido a dedo: um casal de amigos (um brasileiro e uma espanhola) estavam lá a morar e fomos fazer uma visitinha. Logo de cara me assustei: onde será que fica esse lugar que eu nunca ouvi falar? Pesquisei tudo que podia na internet! Vi que o clima era uma delícia! Que fazia um sol gostoso de dia, o que nos promovia dias de praia e bronze. E, à noite, tinha uma brisa gostosa. Não baixava dos 15 graus, o que já é perfeito pra quem vem lá do continente em pleno inverno! Fiquei mais impressionada ainda: o lugar era muito mais paradisíaco vendo ao vivo e a cores, do que nas fotografias da internet.

Na volta, escrevi uma matéria pro caderno de Turismo do jornal Diário do Nordeste (daqui de Fortaleza, onde trabalhei como repórter-fotográfica) e são essas informações (atualizadas, claro) que repasso a vocês. Divirtam-se!

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Logo no aeroporto, um choque cultural: apesar de colonizada por espanhóis, a primeira língua utilizada para informações é o alemão. Em todas as placas informativas, o alemão aparece em primeiro, seguido do espanhol e do inglês.

Além da língua, Tenerife possui peculiaridades específicas que apenas uma ilha que rodeia um vulcão poderia ter. O balneário turístico é o lugar perfeito, tanto para quem quer descanso quanto para quem procura diversão. Jovens e adultos são vistos passando férias nas diversas praias ao longo da ilha. Resorts, restaurantes, boates, bares, enfim, quem estiver disposto a desfrutar do  verão o ano inteiro, vale a pena: Tenerife é o paraíso Canário.

Canárias: sete ilhas e mil diversidades

Pontas de vulcões que se formaram no fundo do mar há 14 milhões de anos deram origem as sete ilhas que hoje compõe o paradisíaco arquipélago das Canárias. São elas: La Palma, El Hierro, La Gomera, Tenerife, Gran Canaria, Fuerteventura e Lanzarote, além de várias pequenas ilhas e ilhéus costeiros. 

 As Ilhas Canárias estão localizadas muito perto dos trópicos, no Oceano Atlântico, ao lado do Marrocos e, por causa disso, o sol é predominante praticamente em todos os dias do ano, acompanhado de ventos constantes. A paisagem varia de desertos de lava a florestas primitivas, ou até mesmo de dunas de areias negras a picos vulcânicos.

 A área do arquipélago espanhol é de 7.447 km². A população, em 2005, já chegava a quase 2 milhões, correspondendo a oitava região mais populosa da Espanha. Nos séculos 14 e 15 quando navegadores espanhóis descobriram as ilhas e as anexaram à Espanha, elas eram habitadas pelos aborígenes guanches. As Canárias são conhecidas desde a mais remota antiguidade, sendo, no período greco-romano da história europeia, chamadas de Ilhas Afortunadas.

 Tenerife – do vulcão às praias de areia negra

A província de Santa Cruz de Tenerife abrange as ilhas de Tenerife, La Palma, La Gomera e El Hierro. A maior ilha das Canárias, Tenerife quer dizer montanha nevada na língua dos guanches, em referência ao vulcão adormecido El Teide, o mais alto pico da Espanha que, dependendo da época do ano, pode ficar completamente coberto de neve. A ilha se divide em duas zonas climáticas bem distintas: norte úmido e rico em vegetação, sul ensolarado e árido.

No norte é onde fica o Parque Nacional del Teide, um dos mais impressionantes monumentos da natureza. O lugar é uma região erma, erodida pelo tempo, com rochas adornadas por minerais, leitos de cinza e rios de lava. A estrada que leva ao Teide é bem segura. Próximo ao vulcão existe um centro de visitantes e uma estação de teleférico, destinada aos que querem chegar mais perto da imensa montanha vulcânica.

Cañadas Del Teide - Vulcão El Teide

O Teide tem uma altitude de 3.718m e cerca de sete mil metros de altura a nível do mar. Sabe-se que são antigas suas erupções e que marcaram todo o Valle de la Orotava, desfiladeiro ao redor do vulcão, oriundo das lavas, além de todo o relevo atual de Tenerife, o que torna ainda mais interessante a história da ilha.

Essa paisagem fica branquinha no início do inverno..

 Além do passeio ao Teide, as praias ao redor de Tenerife são muito procuradas por turistas do mundo inteiro, mesmo no inverno, principalmente pela diferença ambiental entre o norte e o sul. É como passear em dois climas distintos em um só lugar. Aos amantes de esportes radicais e trilhas, as praias do norte de Tenerife, como El Áncon e Playa de los Patos, situadas próximas a cidade de Puerto de la Cruz, são as mais indicadas para esse tipo de prática, já que é necessário descer entre pedras e surpreendentes formações rochosas. A caminhada exige muito fôlego e disposição, mas a recompensa final vale a pena: um mar maravilhoso, embora com águas muito frias no inverno, e uma exuberante faixa de areia negra, proveniente da área vulcânica.

Lagoas Martiánez em Puerto de la Cruz (Tenerife Norte)

Para quem prefere uma praia com acesso mais fácil e semelhante às paisagens brasileiras, a sugestão é ir à parte sul da ilha e visitar a Playa de Las Américas, ou a Playa de La Tejita, onde o mar é mais quentinho. Agora, não se assuste se chegar e pessoas de todas as idades estiverem sem roupa. A prática de nudismo é muito comum na Europa e, principalmente, em algumas praias das Canárias. Existem lugares que são reservados especialmente para isso.

Montaña Roja, na Playa Tejita, no Tenerife Sul

 Aos apreciadores de frutos do mar, Tenerife é o verdadeiro paraíso. Lula, polvo, camarão, entre outros mariscos, são pratos típicos nos restaurantes, acompanhados, dependendo da preferência, de um bom vinho ou cerveja gelada. As papas arrugadas (batata cozida com casca em água salgada) servidas com os típicos mojos, molhos que variam em ingredientes e cor, são deliciosos e servem como apetitosas entradas.

Enfim, quem tiver disposto a enfrentar uma longa viagem, atravessar o oceano, e conhecer Tenerife, com certeza não irá se arrepender. A ilha é provavelmente uma das mais encantadoras da Europa com florestas exuberantes, flora e fauna exóticas, desertos, montanhas, vulcões, neve, costas incrivelmente bonitas, praias espetaculares, além de uma culinária maravilhosa. Está dada a dica. Agora, é só seguir viagem.

 Curiosidades: 

- Em Tenerife, na praia de La Laguna, nasceu o padre jesuíta que viveu no Brasil Jos]e de Anchieta, em 1534.

- No caderno de notas de Cristóvão Colombo aparece uma referência ao Teide em erupção.

- No mar da praia El Teno, localizado na parte norte da ilha de Tenerife, é onde fica a maior diversidade de cetáceos (golfinhos e baleias) de toda a Europa.

- O escritor português José Saramago, Nobel de literatura, mora na ilha canária de Lanzarote.

- Nas ruas da cidade Santa Cruz de Tenerife acontece uma das maiores festas de Carnaval da Europa. É um rico espetáculo de extravagantes fantasias e música latino-americana, comparável até com o do Rio de Janeiro, na opinião de alguns turistas.

COMO CHEGAR

Do Brasil não existe nenhum vôo direto para Tenerife. É necessário chegar à Espanha e embarcar em uma das companhias aéreas internas. Saindo de Fortaleza, para Madri ou Barcelona, tem o vôo da TAP que faz uma escala em Lisboa e vai, em seguida, para uma das duas cidades.  

Partindo de Madri ou Barcelonapara Tenerife, você pode ir em vôo da companhia aérea espanhola Ibéria. Atualmente companhias low cost como Ryan Air, Easy Jet e Vueling vão para Tenerife Sul de diversas partes da Europa. A ilha possui dois aeroportos: Norte (Los Rodeos) e o Sul (Reina Sofia).

PELO MAR: Do continente também saem ferryboats para as Ilhas Canárias. A travessia nos ferries da Transmediterránea opera em um um serviço semanal de Cádiz, na Andaluzia, para o porto de Santa Cruz de Tenerife, e duram cerca de 39 horas. As embarcações possuem cabines para dormir, cafés, restaurantes, bares, lojas, cinemas e piscinas.

O paraíso é aqui!

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Recentemente, o querido Ricardo Freire fez um post no seu super site, Viaje na Viagem, sobre algumas dicas minhas de Flexeiras, uma bela praia do Ceará. Não vou transcrever tudo de novo aqui, né? Então passa lá no VnV, veja as dicas, e curta a casa nova do Riq, que tá um espetáculo!

O charmoso Carmo

Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)

Ano passado percorri o Pelourinho atrás de locações pra um catálogo de fotos de moda. O tema era Carmen Miranda, o que nos fez, eu e a produtora de moda, fuçar todos os cantinhos da região do Carmo, uma das mais bonitas de lá (que foi até palco de desfile de moda, na mesma época).

Pois bem. Descobrimos lugares fantáaasticos! Hotéis com estilos super diferentes e lindos! Alguns inspirados em designs europeus, outros na cultura nordestina, outros com estilo baiano..

Conseguimos entrar em 2 lindas:

- Hotel Aram Yami

Onde fica:  Rua Direita de Santo Antônio, nº 132

O dono é um espanhol, de Barcelona. Foi inspirado no design moderno espanhol. O legal é que ele aproveitou algumas coisas que tinham na casa colonial. Por exemplo: no lugar onde fica o banheiro do hotel era capelinha. Ele adaptou, fez um banheiro, mas fica tocando música de meditação e dentro tem imagens de santos e budas. Uma graça! Fora que a piscina do hotel (logo na primeira página do site dá pra ver) é de frente pro mar! Deve ser uma delícia!

Entre no banheiro e.... reze!

O moderno e o antigo, juntos!

- Pousada des Arts

Onde fica: Rua Direita de Santo Antônio, nº 90

Foi uma das primeiras pousadas “estilosas” do Pelourinho. Os proprietários são donos, também, da Pousada das Flores.

A fachada colorida da Pousada Des Arts

Linda por dentro

Outras que eu não consegui fotografar, mas que valem a visita no site:

- Pousada das Flores

Onde fica: Rua Direita de Santo Antônio, nº 442

- Pousada Villa Carmo

Onde fica: Rua do Carmo, nº 58

- Hotel Pestana Convento do Carmo

Onde fica: Rua do Carmo, nº 1

Antigo Convento, agora é um dos hotéis mais luxuosos de Salvador.

Alguns desses hotéis e pousadas possuem apenas 3 ou 4 quartos (por isso, também, que as tarifas são mais caras, podendo variar de 150,00 a 400,00 reais, a diária, em baixa estação, ou mais do que isso, no caso do Convento do Carmo). Mas pra quem quer estar no centro histórico de Salvador e, melhor ainda, no Carmo, que é tida como a melhor área do Pelourinho, vale a pena. Fora que a vista de alguns dá pro mar.

Curiosidade: Durante a nossa procura por locação, descobrimos uma galeria de arte chamada Solar Santo Antônio (http://en.salvadorcultural.com.br/). O Solar, que pertecence a um francês, o sr. Dimitri, já foi locação de fotos de moda pra revista Vogue inglesa, por exemplo. É belíssimo! Tem mais de 2000 peças de obras de arte local. Só passar em frente da casa já vale a pena. O prédio é uma antiga construção tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (IPHAN – Min. da Cultura) e é considerado uma casa-museu, além de galeria de arte. Pena que o local não é tão divulgado turisticamente. Mas, se vc tiver passeando pelo Carmo, passe lá e se encante, como eu.

Solar Santo Antônio

Tchauzinho.. :)

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