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Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)
Bom, com 7 dias em Florença, tínhamos tempo de sobra pra aproveitar os arredores da Toscana. Mas também não queríamos ir pra muito longe, passar longo tempo dentro dos vagões de trem, indo e vindo. Pensamos em mil lugares, entre eles as cinco cidades de Cinque Terre . Mas demorava. E o calor tava grande demais pra demorar muito tempo em viagens (já disse que o calor é imenso naquelas bandas no verão?). Enfim, resolvemos ir no primeiro dia de bate-volta à Siena. Compramos os tickets na própria estação de Florença e, em 1h30min, estávamos lá.
Chegando em Siena, pegamos o ônibus que sai em frente à estação, num shopping Center, que nos leva até o centro da cidade. Abre parênteses: uma dica interessante: nos pontos de ônibus, normalmente, tem as maquininhas que vendem as passagens. Caso não tenha, pode-se comprar em tabacarias próximas. Em alguns lugares que visitamos na Itália, não dava como comprar a passagem dentro do ônibus ou, se tivesse, saia uns 50 cêntimos mais caro que se comprasse antes de entrar. Fecha parênteses.
O ônibus te deixa na beirinha do centro, já na Via Banchi di Sopra, a principal via de Siena. A cidade estava lotada de turistas do mundo inteiro, de lojas e, o principal (que não pode ser deixado pra trás): gelaterias! Delícia nesse calorzão que fazia na cidade.
Com uma pequena caminhada pela cidade medieval, avistamos a famosa Piazza Del Campo, bastante conhecida na história da cidade pois é o local onde acontece a festa Palio de Siena, conhecida e tradicional na cidade (aquela que, agora, deve estar mais famosa do que nunca por causa do BBB – humpf). O sol de rachar faze com que a luz fique mais forte e o céu mais azul, trazendo uma paisagem magnífica.
Caminhando pela cidade, outros pontos que merecem ser visitados são o antigo hospital Santa Maria della Scala e o Duomo que, mesmo não tão grande como o de Florença, também é muito bonito.
Pra comer, recomendo uma especiaria da toscana: carne de javali, com uma deliciosa salada de tomates (os tomates da Toscana são os melhores do mundo!). Comemos em um restô chamado Il Palio, que fica na própria Piazza Del Campo. Recomendo!
Bom, mas voltando aos bate-voltas: como a vontade de ir tomar um banho de mar era grande por demais, escolhemos a praia de Viareggio para conhecer. O trem que pegamos pra ir era tão antigo que não tinha ar-condicionado! Foi uma aventura. Ao chegar na cidade, avistamos a praia ao fim de uma longa avenida. Saímos caminhando, já loucos por um banho de mar. Chegando lá, descobrimos que a praia era TODA privada. Pela “barganha” de 15 euros, era possível alugar uma cadeira e um guarda-sol. Não podíamos nem ficar deitados na areia. Só um quadradinho, no cantinho da praia, era de graça. Valeu a pena só pelo banho de mar, pela vista e pelo bronze. Mas se você não quiser gastar seus preciosos euros alugando cadeira de praia, não perca seu tempo: corra pra outra praia italiana, que o mar vai ser exatamente igual!
E mais:
- A viagem entre Florença e Siena é linda! As plantações de girassol tomam conta da paisagem, que parece de filme!
- Compramos todas as passagens, de ida e volta, nas próprias estações de trem. Eu checava os horários pelo site da Trenitalia e já programava a hora de ir e voltar. As maquininhas são facílimas, com menu em português.
- Você deve ter pensado: “Não acredito que eles não foram à Pisa”! Muita calma nessa hora… ainda tivemos mais 1 semana na Itália, com direito a Roma e mais Toscana, com uns dias em Volterra, uma linda cidade murada. Pisa ficou pro dia da volta, já que pegamos o avião de lá. Cenas dos próximos capítulos…
Em 2008, eu parti pra uma nova aventura na minha vida. Decidi desbravar o mundo e fui morar na cidade do Porto, em Portugal (por isso o post inicial foi sobre essa cidade que eu amo), com meu namorido @claudiosena. Fomos fazer o mestrado e, aproveitar que já tínhamos atravessado o oceano mesmo, pra conhecer outras cidades e realizar sonhos antigos.
Nesse período, que durou 1 ano no total, conhecemos lugares incríveis! Fora as cidades portuguesas de Braga, Aveiro, Guimarães, Serra da Estrela, Coimbra e Lisboa, aproveitamos as companhias low cost (santas low cost) e partimos para outros países. Visitamos pela 2º vez as cidades de Madrid e Barcelona (lugares que conhecemos na mesma leva da época de Tenerife e que nos fez apaixonados pela Europa), conhecemos Paris em fevereiro, e fizemos uma linda viagem de final de moradia fora. No período de 10 de julho a 13 de agosto visitamos um total de 11 cidades. Claro que em algumas demos só o ar da graça e vimos pouca coisa (o que nos dá motivos de voltar com mais carinho e mais tempo numa próxima viagem). Outras pudemos desfrutar de mais tempo, estar com amigos que moram no local e que puderam nos mostrar as maravilhas de cada cantinho, fora do circuito turístico.
Viajamos de tudo quanto foi jeito: de avião, de trem e de ônibus. Por ter sido uma viagem beeeeem planejada (eu que fiz cada roteiro, diga-se de passagem) não passamos por nenhum “perrengue”. Deu tudo certo e foi incrível!
As cidades foram Florença, Siena, Viareggio, Volterra, Pisa (Toscana), Roma (completando a passagem pela Itália), Berlim, Amsterdã, as francesas Paris, e Toulouse, fechando com chave de ouro por Barcelona (3º visita e um olhar completamente diferente da cidade).
Vou começar a escrever agora um Diário de Viagem, confidenciando e compartilhando com vocês os hotéis que ficamos, os transportes, os pontos turísticos que conseguimos passar e, melhor ainda, nossa experiência de “quase” mochileiros, em pleno verão europeu.
Abaixo, o primeiro capítulo do diário: Florença.
Texto e fotos por Denise Mustafa (www.flickr.com/denisemustafa)
Foi nosso primeiro destino. Depois de muitas pesquisas sobre como iríamos aproveitar esses últimos dias de Europa, resolvemos passar 1 semana inteira em Florença, conhecer bem a cidade e aproveitar pra fazer os básicos bate-voltas por alguns lugares da Toscana.
Pegamos o vôo da Ryanair, saindo do Porto e indo direto à Pisa. Mas não deu pra ver nada na cidade. Primeiro que já era tarde e segundo que preferimos deixar pra quando fossemos embora, já que seria via Pisa também. Não compramos as passagens de trem no site da Trenitalia, mas comprar na hora foi super tranqüilo. De Pisa a Florença tem uma imensidão de horários e o trem sai direto do aeroporto, o que facilita muito a nossa vida. Prestamos atenção nas outras pessoas validando os bilhetes e fizemos a mesma coisa. Tudo certo. Basta só colocar o bilhete dentro das maquinetas e pronto. Tivemos que fazer baldiação na estação de Pisa Central.
A paisagem da viagem de trem é um espetáculo. Já dá pra sentir o gostinho de estar na Toscana. As plantações de girassóis emolduram a janela do trem.
Já em Florença, nos deparamos com a estação Santa Maria Novella super lotada! Fomos andando até o hotel, que ficava a uns 15 minutos de lá. Reservamos, com bastante antecedência, um quarto na guest house Locanda Gallo. O quarto é simples, vem com uma mini cozinha, o que é uma mão na roda pra quem vai ficar mais tempo na cidade. Com TV, ar condicionado (fomos no verão. Esse item era mais do que essencial) e internet wi-fi grátis! Ficamos no quarto Dante. O hotel fica no centro da cidade! Os donos são 2 irmãos super simpáticos. Atendimento super bacana. Valeu a pena.
Florença é o tipo de cidade gostosinha pra se fazer tudo a pé. O verão é bem ferrenho, mas nada que nos impeça de caminhar bastante e se impressionar com cada esquina! A cidade de Leonardo Da Vinci, Galileu Galilei e tantos outros artistas renascentistas é tão acolhedora e tão bem preservada que nos faz voltar ao passado.
Saindo do hotel, já no primeiro dia de manhã, em poucos passos já estávamos na rua da Galleria dell’Academia (preço da entrada: 6,50 euros, de acordo com o site. No verão, eu paguei 10 euros). Poucas passadelas depois, a imensidão do Duomo toma conta da nossa visão, deixando-nos perplexos. Juro que meus olhos encheram-se de água, diante de tanta beleza. Quando percebi, vi que a cidade estava lotadérrima, com pessoas de todas as idades, nacionalidades, raças.. vários grupos de turismo, todos embasbacados com tanta beleza.
Andando mais um pouco, chegamos à conhecida “sala de estar” de Florença, a Piazza della Signoria, com diversas esculturas ao ar livre. Algumas réplicas, como o David e Michelangelo, e outras verdadeiras, tornam a praça em um museu ao ar livre. Um belo pretexto para sentar, tomar um sorvete, e ver o tempo passar observando tudo ao redor e encher o corpo e a alma de cultura.
Logo do lado, a Galleria degli Uffizzi (preço: mesma coisa da Accademia), com uma fila gigantesca. É possível fazer a compra do ingresso pelo site (pagando uma taxa extra por isso) ou enfrentar a fila e comprar os ingressos para o Uffizzi e a Accademia juntos. Como não havíamos comprado os tickets pela net, no dia que fomos ao museu tivemos que enfrentar uma filinha básica. Mas nada que tirasse o nosso ânimo de entrar no Uffizzi e ver quadros super antigos, como o Nascimento de Vênus, de Botticelli, e outras obras sensacionais de Rafael, Michelangelo, Da Vinci, Caravaggio… todos os renascentistas reunidos em um mesmo lugar.
Continuando a caminhada, chegamos até Ponte Vecchio, com suas milhares de lojinhas de ouro e lembrancinhas do Pinnochio.
Logo mais a frente, nos deparamos com o imenso Palazzo Pitti, uma brilhante obra arquitetônica. Lembrando que tudo isso A PÉ!
Na volta, sempre passávamos pela Piazza San Marco, iluminada com um lindo carrossel, próxima a casa de Galileu Galilei.
Quão não foi minha felicidade quando soube que havia exposição de um dos meus fotógrafos favoritos, Robert Mapplethorpe, na Galleria della Accademia. Não pudemos deixar de fazer essa visita e ver o verdadeiro David, de Michelangelo, e lindas fotografias de Mapplethorpe, sendo comparadas com esculturas e suas relações de corpo, simetria e músculos que o norte-americano tanto gostava de trabalhar. Felicidade em dobro!
Em Florença, como ficamos 1 semana, fazíamos comidinhas gostosas no nosso hotel. Foi ótimo porque assim pudemos conhecer os supermercados e mercearias da cidade, comprar uma pasta gostosinha, os melhores pomodoros (tomates) do mundo, vinhos deliciosos… é uma cidade que vamos guardar com carinho, com as melhores lembranças e que pretendemos voltar muito em breve!
Nos próximos posts eu conto pra vocês sobre nossas viagens curtas (bate-volta) feitas à partir de Florença.
Curiosidades:
- O pôr-do-sol na Ponte Vecchia é uma imagem dos deuses. Também era normal ver casais de noivos, fotografando na paisagem da ponte.
- Existem várias feiras na cidade. A Toscana é um dos melhores lugares pra se comprar artigos de couro. Mas, se você está com pouco dinheiro (como eu) dê só uma olhadela na feira do Porcellino. Vá lá e passe a mão no fucinho do javali, que dizem dar sorte. Pra comprar, caminhe rumo ao Mercato de San Lorenzo. Bolsas e carteiras a míseros 15 euros! É a própria perdição. Fica a dica.
- As pizzas vendidas em pequenas lanchonetes por toda a cidade são baratinhas e você compra no peso. São uma delícia!!! Serve pra fazer um lanchinho entre um passeio e outro. Além dos sorvetes… ahhhh os sorvetes…















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